Império Grego ou helenístico
Período histórico na Palestina: 333 a .C. - 63 a . C
As terras da Grécia antiga correspondem a Grécia atual. A península grega projeta-se em direção ao Mar Mediterrâneo. A parte sul é montanhosa e algumas montanhas são ilhas e ficam próximas a costa. Pouca terra pode ser usada para cultivo. Devido a esta característica natural, os gregos tiveram de encontrar outras formas de obter o que precisavam: tornaram-se excelentes comerciantes, percorrendo os mares em grandes navios.
Existem vestígios de desenvolvimento da civilização grega desde 2.000 a .C. como dos minóicos em Creta e dos micênios na Grécia continental por volta de 1500 a .C. Os principais centros da Grécia micênica eram os palácios, menos elaborados que os de Creta, mas protegidos por muros onde cada um deveria ser o centro de um pequeno reino. Estudos recentes comprovam a ocorrência de grandes terremotos na região do Mar Egeu por volta de 1500 a .C. que provavelmente destruiu grande parte dessa cultura. Os arqueólogos estão convencidos de que os terremotos causaram a decadência dessas civilizações.
Os gregos eram conhecidos no Oriente Médio pelo nome de seu território. A Bíblia apresenta os seguintes: Javã, nome hebreu da Grécia (Gênesis 10.4); Tubal, nação grega da Turquia atual (Isaías 66.19; Ezequiel 27.13; Daniel 8.21). No Novo Testamento foram chamados de helenos e gregos (Romanos 1.14). Para os gregos, todos os não-gregos eram chamados de bárbaros, embora este termo tenha sido usado para indicar os não crentes em geral, como em João 7.35.
A polis, ou cidade-estado independente e autônoma, surgiu devido as características naturais da Grécia. Por volta dos anos 800 a 700 a .C., teve início de uma nova era para a Grécia. A economia e a tecnologia floresceram, seguidas de progressos na arte e na cultura, com o desenvolvimento de um alfabeto próprio. O surgimento dos Jogos Olímpicos também é desse período, com data tradicional em 776 a .C. Neste período teve início uma expansão colonial e um grande desenvolvimento cultural.
Entre o ano 513 e 333 a .C., persas e gregos lutaram pela supremacia no Oriente Médio. Finalmente, Alexandre, o Grande, invadiu a Pérsia, conquistando tudo. As conquistas de Alexandre submeteram Israel ao controle grego, como também à cultura e ao pensamento grego.
Algumas cidades se tornaram centros culturais importantes, como Atenas, com templos e lugares onde os pensadores se encontravam para discutir idéias, e Corinto, importante porto que possibilitava o comércio entre o Mar Egeu e o Mar Adriático. A estrutura da civilização grega foi rompida com a expansão do Império Romano, mas a herança intelectual e cultural impregnou o mundo romano.
O resultado das conquistas de Alexandre foi incalculável. Com ele se inicia a compenetração mútua da civilização grega com as culturas orientais. O veículo desta cultura chamada helenismo, seria a língua grega. Seus centros de difusão foram as novas cidades, e as cidades sobreviventes, aos quais mudam sua estrutura e arquitetura para imitar as polis da antiga Grécia. A introdução do helenismo na comunidade judaica provocou muitas reações.

