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terça-feira

Cozinha Mediterrânea


A cozinha colorida, perfumada e saborosa, vem da qualidade dos ingredientes, consumidos no esplendor de seu frescor

O mar Mediterrâneo fica no centro e os países em amarelo ficam no entorno desse mar.
Conforme o nome indica, este tipo de cozinha é a que se pratica na região Mediterrânea que se delineia pelos doze mil quilômetros de margens do mar Mediterrâneo. A região se estende desde o Estreito de Gibraltar até o Oriente Médio, passando por três continentes  e vários países (em destaque no mapa) como Itália, Espanha, Grécia, França e outros países na Europa; Egito, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos na África; Turquia, Israel, Síria e Líbano na Ásia.
Uma das características da cozinha mediterrânea é a sua sazonalidade. Ela respeita o ciclo dos alimentos durante as estações do ano, é multicultural, porque abarca uma infinidade de características destes povos que passaram por várias mudanças ao longo dos séculos, com influências de outras culturas; e natural, porque respeita os alimentos da terra. O cardápio mediterrâneo se caracteriza pela riqueza de legumes, verduras, grãos, feijões, cereais, peixes e frutos do mar.
O vinho e o azeite contêm flavonoides e resveratrol, substâncias que favorecem a saúde e a  vida longa. Muitas ervas e verduras são selvagens e brotam em grande quantidade no solo pedregoso. Dessa precariedade surgiu um cardápio variado que, além de saboroso, atende a todos os requisitos da alimentação saudável, devido à variedade de ingredientes, cores, sabores e texturas, com respeito pela tradição, gosto pela inovação e uma natural tendência para o improviso.
As ervas aromáticas têm presença obrigatória nessa cozinha. Não por acaso, os turistas se encantam com os temperos e até mesmo com as hortas cultivadas em vasos de sacada, em casas espalhadas pelo interior da Itália, da Grécia e na Provence, região da França. O principal apelo dessa cozinha colorida, perfumada e saborosa, vem da qualidade dos ingredientes, consumidos no esplendor de seu frescor, adquiridos religiosamente no dia, em mercados populares das cidades.
Constitui prática de rotina entre a população, acordar cedo e percorrer as melhores bancas à procura de preciosidades sazonais. As estações do ano, extremamente bem definidas, balizam a mesa mediterrânea, com sua grande fartura de vegetais. Grão-de-bico, lentilha, azeitona, tomate, berinjela, pimentão, abobrinha, entre outros, são ingredientes tipicamente mediterrâneos. As safras se refletem nas mesas dos restaurantes.


By Ro Archela
Originalmente publicado em http://www.sucessolondrina.com.br/revista/bem-estar/revista-bem-estar-edicao-144-2012-ano-16/colunas/cozinha-mediterranea

quinta-feira

Passagens estratégicas para o Oriente Médio


O Oriente Médio localiza-se na confluência de três continentes: Europa, Ásia e África e corresponde a região banhada pelo mar Mediterrâneo, mar Negro, mar Cáspio, golfo Pérsico e mar Vermelho. Possui passagens estratégicas para os continentes como  o estreito de Ormuz, o estreito de Bósforo e o canal de Suez.

O estreito de Ormuz está localizado no golfo Pérsico, por onde passa a maior quantidade de petróleo que é exportada dessa região para o mundo, cerca de 40% do petróleo mundial. Os Emirados Árabes Unidos e Irã, disputam o controle do estreito de Ormuz.
O estreito de Bósforo, é uma passagem estratégica da Ásia para a Europa e está localizado entre o mar Negro e o mar Egeu. O estreito de Bósforo é controlado pela Turquia desde 1453, por ele passam navios asiáticos em direção a Europa. Os geólogos sugerem que há cerca de 7500 anos, o mar Negro era um lago de água doce. Com o rompimento de um dique natural, as águas do mar de Mármara teriam invadido o mar Negro, exatamente no ponto onde hoje se encontra o estreito de Bósforo, provocando uma elevação de 150 metros.
O canal de Suez está localizado no Egito e liga o mar Vermelho ao mar Mediterrâneo diminuindo a distância entre a Europa e o litoral sul da Ásia. Antes de sua abertura, os navios que partiam da Europa circundavam a África e contornavam o Cabo da Boa Esperança para atingir o oceano Índico e o Pacífico. Foi construído no século passado entre os anos 1859-1869 por um consórcio franco-egípcio e mais tarde passou ao domínio inglês. Em 1956, foi nacionalizado pelo Egito. Em 1967 foi fechado, por impedir a passagem de navios israelenses, contrariando determinações mundiais de que Suez deveria servir a embarcações de todos os países, em tempos de guerra ou de paz, sem discriminação. Como reação, Israel invadiu a península[1] do Sinai, apoiado por tropas francesas e inglesas e só foi reaberto em 1975. O canal de Suez possui 195 km de extensão, 170 metros de largura e 20 metros de profundidade..


[1] Península: porção de terras cercada de águas, exceto por uma extremidade, chamada ístmo, por meio da qual se liga ao continente.

sábado

Aspectos naturais do Oriente Médio


A localização geográfica do Oriente Médio favorece a existência de grandes extensões de seu território com climas desérticos; em especial no norte da África, Egito, Síria, Jordânia, Israel, Líbano, Iraque, Kuwait,  Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Omã e na Arábia Saudita. No entanto, outros climas mais amenos e com mais umidade também estão presentes: desde o semi-árido até o mediterrâneo, em áreas situadas próximo ao mar e aos rios.
A maior parte da região é dominada por climas áridos e semi-áridos e possui cobertura vegetal muito pobre.   A maior parte da península Arábica possui índice de pluviosidade abaixo de 100 milímetros anuais, com temperaturas em torno de 50ºC à sombra no verão.

O Deserto Siro-Arábico é um dos maiores do planeta, uma imensa extensão que abrange a maior parte da Península Arábica, bem como enormes superfícies do território da Jordânia, Síria e Iraque. Nessa região o índice  de pluviosidade está abaixo dos 100mm anuais, e no verão a temperatura máxima chega a 50ºC à sombra. A superfície é um plano inclinado para o nordeste.

A água é um bem relativamente escasso e por esse motivo constitui uma importante riqueza local, talvez a segunda depois do petróleo. No entanto o deserto não é totalmente estéril. Há chuvas no inverno e essas águas, formam os rios intermitentes ou temporários (Wadis) e possibilitam o aparecimento de uma vegetação estacional além de manter alguns poços. Esses poços são conhecidos como oásis, para onde os beduínos[1] nômades ainda levam seus rebanhos.

Os oásis são lugares característicos situados ao redor de um ponto de água no deserto, ou em profundas depressões do terreno, próximos ao lençol freático[2]. Geralmente possuem uma vegetação formada por palmeiras e tamareiras. A água do oásis também pode ser proveniente de regiões distantes em até 500 quilômetros.


[1] Beduíno - povo nômade que vive nos desertos do Oriente Médio e do norte da África.
[2] Lençol freático - nome dado a superfície que delimita a zona de saturação da zona de aeração, abaixo da qual a água subterrânea preenche todos os espaços porosos e permeáveis das rochas ou dos solos ou ainda de ambos ao mesmo tempo.

By Rosely Archela

sexta-feira

Império Grego

Império Grego ou helenístico

Período histórico na Palestina: 333 a.C. - 63 a. C


As terras da Grécia antiga correspondem a Grécia atual. A península grega projeta-se em direção ao Mar Mediterrâneo. A parte sul é montanhosa e algumas montanhas são ilhas e ficam próximas a costa. Pouca terra pode ser usada para cultivo.  Devido a esta característica natural, os gregos tiveram de encontrar outras formas de obter o que precisavam: tornaram-se excelentes comerciantes, percorrendo os mares em grandes navios.

Existem vestígios de desenvolvimento da civilização grega desde 2.000 a.C. como dos minóicos em Creta e dos micênios na Grécia continental por volta de 1500 a.C. Os principais centros da Grécia micênica eram os palácios, menos elaborados que os de Creta, mas protegidos por muros onde cada um deveria ser o centro de um pequeno reino. Estudos recentes comprovam a ocorrência de grandes terremotos na região do Mar Egeu por volta de 1500 a.C. que provavelmente destruiu grande parte dessa cultura.  Os arqueólogos estão convencidos de que os terremotos causaram a decadência dessas civilizações.

Os gregos eram conhecidos no Oriente Médio pelo nome de seu território. A Bíblia apresenta os seguintes: Javã, nome hebreu da Grécia (Gênesis 10.4); Tubal, nação grega da Turquia atual (Isaías 66.19; Ezequiel 27.13; Daniel 8.21). No Novo Testamento foram chamados de helenos e gregos (Romanos 1.14). Para os gregos, todos os não-gregos eram chamados de bárbaros, embora este termo tenha sido usado para indicar os não crentes em geral, como em João 7.35.

A polis, ou cidade-estado independente e autônoma, surgiu devido as características naturais da Grécia. Por volta dos anos 800 a 700 a.C., teve início de uma nova era para a Grécia. A economia e a tecnologia floresceram, seguidas de progressos na arte e na cultura, com o desenvolvimento de um alfabeto próprio. O surgimento dos Jogos Olímpicos também é desse período, com data tradicional em 776 a.C. Neste período teve início uma expansão colonial e um grande desenvolvimento cultural.

Entre o ano 513 e 333 a.C., persas e gregos lutaram pela supremacia no Oriente Médio. Finalmente, Alexandre, o Grande, invadiu a Pérsia, conquistando tudo. As conquistas de Alexandre submeteram Israel ao controle grego, como também à cultura e ao pensamento grego.


Algumas cidades se tornaram centros culturais importantes, como Atenas, com templos e lugares onde os pensadores se encontravam para discutir idéias, e Corinto, importante porto que possibilitava o comércio entre o Mar Egeu e o Mar Adriático. A estrutura da civilização grega foi rompida com a expansão do Império Romano, mas a herança intelectual e cultural impregnou o mundo romano.

O resultado das conquistas de Alexandre foi incalculável. Com ele se inicia a compenetração mútua da civilização grega com as culturas orientais. O veículo desta cultura chamada helenismo, seria a língua grega. Seus centros de difusão foram as novas cidades, e as cidades sobreviventes, aos quais mudam sua estrutura e arquitetura para imitar as polis da antiga Grécia. A introdução do helenismo na comunidade judaica provocou muitas reações.

domingo

Rift Valley



O Rift Valley é um fenômeno geológico que ocorreu há milhões de anos atrás, quando as placas tectônicas  da África e da Arábia no continente asiático, afastaram-se uma da outra formando uma grande falha geológica. A extensão do Rift Valley é de cerca de 6.500 quilômetros. 

É exatamente nesta região do Oriente Médio que se encontra o ponto mais baixo da Terra, o mar Morto , com uma altitude de 400 metros negativos - abaixo do nível do mar.

Essa falha  geológica chamada de Rift Valley,  se estende desde Moçambique no sudeste da África, corta o mar Vermelho, passa pelo vale do rio Jordão no limite entre Israel e Jordânia e chega ao planalto da Anatólia norte da Síria.

Fonte: Archela, R. http://geografiadoorientemedio.blogspot.com/

quarta-feira

Falha da Anatólia

A camada externa da Terra possui uma espessura entre 50 e 150 quilômetros, dividida em placas tectônicas. As placas tectônicas movimentam-se lentamente, mas seus efeitos são suficientemente poderosos para provocar grandes terremotos e dar origem a vulcões e cordilheiras.

No Oriente Médio, o resultado dessa movimentação tectônica, provoca um deslocamento constante da África e da península Arábica para o norte, em direção a Eurásia. A maioria dos depósitos de petróleo estão associados às áreas para onde convergem as placas tectônicas e as maiores reservas encontram-se próximo à zona de colisão entre as placas da Arábia e da Eurásia.

Como a península Arábica se move mais rápido do que a África, colidiu-se primeiro com a Turquia formando as montanhas do Cáucaso. Essa colisão aumentou a espessura da crosta continental no leste da Turquia, hoje com uma área de cerca de 45 quilômetros quadrados. A região leste, que ficava quase ao nível do mar, antes dessa colisão inicial, é um planalto com altitudes que variam entre 1500 e 2000 metros.

A Falha Anatólia-norte, que se estende desde o leste da Turquia até a Grécia, possui cerca de 1600 quilômetros de extensão. Esta falha divide duas placas tectônicas: a Eurásia e o bloco anatólico, muito menor, sobre o qual se assenta quase todo o território da Turquia.

As bordas das duas placas estão encaixadas, mas as forças geológicas empurram a Placa da Anatólia para oeste, na direção da Grécia cerca de 3 metros por século. Quase todo o território da Turquia desliza para oeste ao longo da falha, o que provoca tremores frequentes.

Há muita pressão ao longo das arestas das duas placas. Quando um pequeno segmento se rompe, o terremoto decorrente pode atingir grandes magnitudes na Escala Richter .

O processo geológico que ocorre nesta região, resultante do movimento constante das placas tectônicas, alterou várias paisagens. A cidade de Éfeso, por exemplo, construída as margens do mar Egeu, encontra-se hoje tão distante do mar, que mal se pode observá-lo a partir de suas ruínas. O acúmulo de sedimentos transferiu a linha da costa cerca de 8 quilômetros para oeste. Longe do mar, provavelmente, a cidade foi perdendo importância comercial. Do outro lado, na costa leste do golfo de Corinto, um impressionante canal que separa a Grécia da península de Peloponeso, ocorre o processo inverso. Todo o litoral sul ao longo do golfo está sendo elevado. Há lugares com 300 metros de elevação resultante do aprofundamento da fossa tectônica.

Decorrente da falha da Anatólia-norte, a ramificação setentrional está soerguendo muitas montanhas e a ramificação meridional já chegou a 100 quilômetros ao sul. Tanto o golfo de Corinto como a cidade de Atenas estão na linha de frente. A medida que a falha se aproxima, a terra ao redor vai rachando. Por isso a área é classificada como zona de destruição.

Por outro lado, a medida que a África, que fica a apenas 325 quilômetros ao sul de Creta, se aproxima, ocorrem terremotos. Enquanto o leste da ilha de Creta afunda, o oeste se eleva.

Fonte: Ro Archela. http://geografiadoorientemedio.blogspot.com/



terça-feira

Cartografia do Oriente Médio


Apresenta uma base histórica e geográfica para a compreensão de questões relacionadas ao Oriente Médio desde a Antiguidade até nossos dias. Ao longo do tempo, os fatos aconteceram em um espaço determinado e com pessoas que fizeram uma história que influenciou todo o mundo. Esta pesquisa geográfica pauta-se também em referências bíblicas, pois esta fornece parâmetros e indicação de lugares, povos e outros fatos geográficos importantes para a localização. As regiões antigas foram correlacionadas com as regiões atuais e representadas em mapas.

Fonte: 
ARCHELA, Rosely Sampaio. Cartografia do Oriente Médio. Portal da Cartografia, Londrina v. 3 n. 1, 2010. p.63-81. Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/portalcartografiahttp://www.uel.br/revistas/uel/index.php/portalcartografia

sábado

Cristianismo

O cristianismo não proclama deveres religiosos, normas morais ou mudanças, mas prega uma única pessoa: Jesus Cristo, que foi crucificado, morto, ressucitado e que vive eternamente. O conteúdo e a motivação da pregação cristã baseiam-se na bíblia compreendida como a palavra de Deus revelada ao homem e na trindade de Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.
Os cristãos falam sobre três aspectos fundamentais: 1. O que Deus fêz para os homens por meio de Jesus Cristo -  deu seu Filho para morrer pela humanidade, para que crendo nisto, os homens pudessem ter vida eterna; 2. O que Deus oferece aos homens quando creem em Jesus Cristo  - nova vida no Espírito Santo e perdão dos pecados; 3. O que Deus espera do homem - arrependimento, fé e compromisso.
A partir da morte e ressurreição de Jesus Cristo os cristãos receberam  poder para disseminar o evangelho pelo mundo. O mapa a seguir apresenta a cidade de origem das pessoas que ouviram Pedro em Jerusalém no dia de Pentecostes. O elenco reproduzido pelo livro de Atos  na bíblia, refere-se às nações de origem dos judeus e prosélitos[1] que vieram em peregrinação e que se encontravam Jerusalém naquela data. Para compreender melhor este fato, é importante lembrar que a dispersão dos judeus pelo mundo, chamada de diáspora, não teve início com a destruição do Templo de  Jerusalém, no ano 70 d.C. mas, já ocorria há pelo menos seis séculos, desde  a destruição de Jerusalém no império Babilônico em 586 a.C.


 Origem das pessoas que ouviram Pedro em Jerusalém no dia de Pentecostes


[1] Prosélitos – Os judeus eram conscientes de sua missão para com os gentios e procuravam convertê-los. Os gentios que aceitavam a religião judaica aceitando a  circuncisão e a observação da lei eram chamados prosélitos. Em grego, significa agregados.  Os homens que aceitavam o monoteismo judeu e as leis morais, mas que não adotavam a circuncisão, eram chamados de tementes a Deus.