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quinta-feira

Plano de Partilha da ONU em 1947



Ao término da Segunda Guerra Mundial, com a Europa destruída e os sentimentos anti-semitas ainda exaltados, milhões de judeus de todo o mundo se uniram aos sionistas na Palestina. Mas a política de restrição à imigração judaica foi mantida pelo Mandato Britânico. Como forma de burlar as determinações inglesas, grupos militantes judaicos sionistas procuravam infiltrar o maior número possível de refugiados judeus na Palestina. Enquanto isso, retomavam os ataques contra alvos britânicos e repeliam ações violentas dos nacionalistas árabes. Como as pressões foram se avolumando, a Grã-Bretanha decidiu abrir mão da administração da Palestina e entregou a administração da região à Organização das Nações Unidas (ONU).
O aumento dos conflitos entre judeus, ingleses e árabes forçou a reunião da Assembléia Geral da ONU, realizada em 29 de novembro de 1947 e presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha, que decidiu pela divisão da Palestina Britânica em dois estados, um judeu e outro árabe. A decisão foi aceita pela maioria das lideranças sionistas, embora tenha recebido críticas de outras organizações, por não permitir o estabelecimento do estado judeu em toda a Palestina. Mas a Liga Árabe não aceitou o plano de partilha. Eclodiu então um conflito armado entre judeus e árabes.
As hostilidades entre árabes e judeus prosseguem durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945). Grupos armados sionistas começam a matar ingleses, em represália contra a política do Reino Unido de impedir a imigração de judeus que tentam escapar ao genocídio nazista. Com o final da guerra, a notícia do extermínio de 6 milhões de judeus nos campos de concentração nazistas, o Holocausto, aumenta o apoio internacional à criação de um Estado judaico.


By Rosely Archela

Passagens estratégicas para o Oriente Médio


O Oriente Médio localiza-se na confluência de três continentes: Europa, Ásia e África e corresponde a região banhada pelo mar Mediterrâneo, mar Negro, mar Cáspio, golfo Pérsico e mar Vermelho. Possui passagens estratégicas para os continentes como  o estreito de Ormuz, o estreito de Bósforo e o canal de Suez.

O estreito de Ormuz está localizado no golfo Pérsico, por onde passa a maior quantidade de petróleo que é exportada dessa região para o mundo, cerca de 40% do petróleo mundial. Os Emirados Árabes Unidos e Irã, disputam o controle do estreito de Ormuz.
O estreito de Bósforo, é uma passagem estratégica da Ásia para a Europa e está localizado entre o mar Negro e o mar Egeu. O estreito de Bósforo é controlado pela Turquia desde 1453, por ele passam navios asiáticos em direção a Europa. Os geólogos sugerem que há cerca de 7500 anos, o mar Negro era um lago de água doce. Com o rompimento de um dique natural, as águas do mar de Mármara teriam invadido o mar Negro, exatamente no ponto onde hoje se encontra o estreito de Bósforo, provocando uma elevação de 150 metros.
O canal de Suez está localizado no Egito e liga o mar Vermelho ao mar Mediterrâneo diminuindo a distância entre a Europa e o litoral sul da Ásia. Antes de sua abertura, os navios que partiam da Europa circundavam a África e contornavam o Cabo da Boa Esperança para atingir o oceano Índico e o Pacífico. Foi construído no século passado entre os anos 1859-1869 por um consórcio franco-egípcio e mais tarde passou ao domínio inglês. Em 1956, foi nacionalizado pelo Egito. Em 1967 foi fechado, por impedir a passagem de navios israelenses, contrariando determinações mundiais de que Suez deveria servir a embarcações de todos os países, em tempos de guerra ou de paz, sem discriminação. Como reação, Israel invadiu a península[1] do Sinai, apoiado por tropas francesas e inglesas e só foi reaberto em 1975. O canal de Suez possui 195 km de extensão, 170 metros de largura e 20 metros de profundidade..


[1] Península: porção de terras cercada de águas, exceto por uma extremidade, chamada ístmo, por meio da qual se liga ao continente.

sábado

Aspectos naturais do Oriente Médio


A localização geográfica do Oriente Médio favorece a existência de grandes extensões de seu território com climas desérticos; em especial no norte da África, Egito, Síria, Jordânia, Israel, Líbano, Iraque, Kuwait,  Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Omã e na Arábia Saudita. No entanto, outros climas mais amenos e com mais umidade também estão presentes: desde o semi-árido até o mediterrâneo, em áreas situadas próximo ao mar e aos rios.
A maior parte da região é dominada por climas áridos e semi-áridos e possui cobertura vegetal muito pobre.   A maior parte da península Arábica possui índice de pluviosidade abaixo de 100 milímetros anuais, com temperaturas em torno de 50ºC à sombra no verão.

O Deserto Siro-Arábico é um dos maiores do planeta, uma imensa extensão que abrange a maior parte da Península Arábica, bem como enormes superfícies do território da Jordânia, Síria e Iraque. Nessa região o índice  de pluviosidade está abaixo dos 100mm anuais, e no verão a temperatura máxima chega a 50ºC à sombra. A superfície é um plano inclinado para o nordeste.

A água é um bem relativamente escasso e por esse motivo constitui uma importante riqueza local, talvez a segunda depois do petróleo. No entanto o deserto não é totalmente estéril. Há chuvas no inverno e essas águas, formam os rios intermitentes ou temporários (Wadis) e possibilitam o aparecimento de uma vegetação estacional além de manter alguns poços. Esses poços são conhecidos como oásis, para onde os beduínos[1] nômades ainda levam seus rebanhos.

Os oásis são lugares característicos situados ao redor de um ponto de água no deserto, ou em profundas depressões do terreno, próximos ao lençol freático[2]. Geralmente possuem uma vegetação formada por palmeiras e tamareiras. A água do oásis também pode ser proveniente de regiões distantes em até 500 quilômetros.


[1] Beduíno - povo nômade que vive nos desertos do Oriente Médio e do norte da África.
[2] Lençol freático - nome dado a superfície que delimita a zona de saturação da zona de aeração, abaixo da qual a água subterrânea preenche todos os espaços porosos e permeáveis das rochas ou dos solos ou ainda de ambos ao mesmo tempo.

By Rosely Archela

domingo

Relevo e Hidrografia da Mesopotâmia

O relevo do Oriente Médio é formado principalmente por baixos planaltos sedimentares do Paleozóico, que foram o fundo de antigos mares, onde se depositaram camadas de matéria orgânica que, decompostas ao longo do tempo, transformaram-se em petróleo. As altitudes são predominantemente modestas e raramente superam os 3.000 metros.


A planície da Mesopotâmia[1],  situada nas bacias dos rios Tigre e Eufrates (mapa), é a mais importante área fértil e agrícola, inclusive o berço das mais antigas civilizações humanas de que se tem registro. Os dois rios nascem na Turquia, no maciço da Armênia. O Eufrates, que atravessa profundos desfiladeiros na cordilheira do Tauro avança pelo território da Síria no direção norte-sul. O Tigre nasce perto de Elazig, nas proximidades do Eufrates, passa pelo lago Hazar e toma a direção sudeste, ambos atravessam o território do Iraque. Durante o percurso destes rios, os leitos às vezes se aproximam e outras vezes se afastam, dando lugar às grandes planícies.



A planície intermediária recebe o nome de Alta Mesopotâmia e corresponde em linhas gerais a antiga Assíria. Na realidade trata-se de uma meseta não excessivamente fértil, mas que permite a irrigação com águas do rio Tigre, cujo leito fica numa área mais elevada. O rio Tigre recebe também, numerosos afluentes que descem da cordilheira dos Zagros nos limites do Irã. As margens do rio Tigre está situada a cidade de Mossul, próximo de onde, na antiguidade, se localizava a capital Assíria.

Principais rios da Mesopotâmia 




         
O rio Eufrates, que faz uma trajetória diagonal, se aproxima cada vez mais do rio Tigre, até que próximo a Bagdá a distância entre os dois se reduz a poucos quilômetros. A partir daí, os dois leitos voltam a se separar, formando uma planície fértil. Esta é a Baixa Mesopotâmia, que na antiguidade foi o território de Acade e Sumer. Novamente os leitos se aproximam e formam um leito único até  o grande delta no golfo Pérsico.
by Ro Archela



[1] Mesopotâmia – significa entre rios

Rift Valley



O Rift Valley é um fenômeno geológico que ocorreu há milhões de anos atrás, quando as placas tectônicas  da África e da Arábia no continente asiático, afastaram-se uma da outra formando uma grande falha geológica. A extensão do Rift Valley é de cerca de 6.500 quilômetros. 

É exatamente nesta região do Oriente Médio que se encontra o ponto mais baixo da Terra, o mar Morto , com uma altitude de 400 metros negativos - abaixo do nível do mar.

Essa falha  geológica chamada de Rift Valley,  se estende desde Moçambique no sudeste da África, corta o mar Vermelho, passa pelo vale do rio Jordão no limite entre Israel e Jordânia e chega ao planalto da Anatólia norte da Síria.

Fonte: Archela, R. http://geografiadoorientemedio.blogspot.com/

quarta-feira

Falha da Anatólia

A camada externa da Terra possui uma espessura entre 50 e 150 quilômetros, dividida em placas tectônicas. As placas tectônicas movimentam-se lentamente, mas seus efeitos são suficientemente poderosos para provocar grandes terremotos e dar origem a vulcões e cordilheiras.

No Oriente Médio, o resultado dessa movimentação tectônica, provoca um deslocamento constante da África e da península Arábica para o norte, em direção a Eurásia. A maioria dos depósitos de petróleo estão associados às áreas para onde convergem as placas tectônicas e as maiores reservas encontram-se próximo à zona de colisão entre as placas da Arábia e da Eurásia.

Como a península Arábica se move mais rápido do que a África, colidiu-se primeiro com a Turquia formando as montanhas do Cáucaso. Essa colisão aumentou a espessura da crosta continental no leste da Turquia, hoje com uma área de cerca de 45 quilômetros quadrados. A região leste, que ficava quase ao nível do mar, antes dessa colisão inicial, é um planalto com altitudes que variam entre 1500 e 2000 metros.

A Falha Anatólia-norte, que se estende desde o leste da Turquia até a Grécia, possui cerca de 1600 quilômetros de extensão. Esta falha divide duas placas tectônicas: a Eurásia e o bloco anatólico, muito menor, sobre o qual se assenta quase todo o território da Turquia.

As bordas das duas placas estão encaixadas, mas as forças geológicas empurram a Placa da Anatólia para oeste, na direção da Grécia cerca de 3 metros por século. Quase todo o território da Turquia desliza para oeste ao longo da falha, o que provoca tremores frequentes.

Há muita pressão ao longo das arestas das duas placas. Quando um pequeno segmento se rompe, o terremoto decorrente pode atingir grandes magnitudes na Escala Richter .

O processo geológico que ocorre nesta região, resultante do movimento constante das placas tectônicas, alterou várias paisagens. A cidade de Éfeso, por exemplo, construída as margens do mar Egeu, encontra-se hoje tão distante do mar, que mal se pode observá-lo a partir de suas ruínas. O acúmulo de sedimentos transferiu a linha da costa cerca de 8 quilômetros para oeste. Longe do mar, provavelmente, a cidade foi perdendo importância comercial. Do outro lado, na costa leste do golfo de Corinto, um impressionante canal que separa a Grécia da península de Peloponeso, ocorre o processo inverso. Todo o litoral sul ao longo do golfo está sendo elevado. Há lugares com 300 metros de elevação resultante do aprofundamento da fossa tectônica.

Decorrente da falha da Anatólia-norte, a ramificação setentrional está soerguendo muitas montanhas e a ramificação meridional já chegou a 100 quilômetros ao sul. Tanto o golfo de Corinto como a cidade de Atenas estão na linha de frente. A medida que a falha se aproxima, a terra ao redor vai rachando. Por isso a área é classificada como zona de destruição.

Por outro lado, a medida que a África, que fica a apenas 325 quilômetros ao sul de Creta, se aproxima, ocorrem terremotos. Enquanto o leste da ilha de Creta afunda, o oeste se eleva.

Fonte: Ro Archela. http://geografiadoorientemedio.blogspot.com/



sexta-feira

Países do Oriente Médio Atual

O Oriente Médio é uma região geográfica localizada no continente asiático, considerado o maior continente e o mais populoso da Terra. Do ponto de vista geográfico, o Oriente Médio é formado pelos seguintes países: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Chipre, Emirados Árabes Unidos, Iêmem, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Palestina, Síria (países da península[1] arábica); Chipre (país insular que ocupa grande parte de uma ilha no Mediterrâneo); embora tenha uma parte de seu território na Europa, é considerado um país asiático) e pela parte asiática do Egito (país predominantemente africano). A mapa representa os limites geográficos do Oriente Médio e destaca os países dessa região.




[1]  Península: porção de terras cercada de águas, exceto por uma extremidade, chamada ístmo, por meio da qual se liga ao continente.

terça-feira

Mapas e Orientação no Espaço Geográfico

Os mapas representam parte da realidade do espaço geográfico e são instrumentos importantes para a geografia. Um mapa permite a visualização das ocorrências dos objetos e das informações apresentadas.

Mas para visualizar essas informações num mapa, é necessário ter domínio da linguagem cartográfica. A partir daí, fica mais fácil encontrar os diferentes lugares no mapa e até mesmo compreender algumas relações espaciais. Para que isto ocorra, é importante que se tenha algumas noções de orientação, escala e legenda. Estes três elementos, são fundamentais para a leitura de mapas.

A orientação começa com a relação entre dois lugares. Veja um exemplo: Se você está no estado do Paraná, você está a sul de São Paulo e a norte de Santa Catarina. No entanto, Paraná e Santa Catarina são estados da região sul do Brasil (mapa 1). Verifique que quando se fala em orientação, geralmente coloca-se um lugar em relação à outro. O estado do Paraná, por exemplo, situa-se ao sul em relação à São Paulo e ao norte, em relação à Santa Catarina.

Você também poderá observar a orientação do mapa no globo terrestre. Esta orientação poderá ser conhecida pela indicação das coordenadas geográficas ou somente por meio da indicação norte. É importante lembrar que quando o mapa não apresenta nenhuma indicação, considera-se que a direção norte fica na parte superior da folha.

A escala também é fundamental porque ela serve para mostrar quantas vezes as medidas da realidade foram reduzidas para serem representadas no mapa. É a escala que apresenta a proporção entre a dimensão real do lugar e a sua representação no mapa.

Geralmente, os mapas apresentam a escala gráfica porque ela possibilita o cálculo das medidas.

A escala do mapa 1 é uma escala gráfica. Observe que a medida da linha da escala corresponde a 500 quilômetros (na realidade).

A partir da escala, você poderá calcular distâncias em qualquer mapa, utilizando apenas uma régua. Porém, as medidas serão sempre aproximadas, uma vez que os mapas temáticos representam grandes extensões de terra que são reduzidas para caber na folha de papel. As medidas exatas são obtidas em cartas topográficas , porque estas possuem escalas grandes, mais próximas da realidade.

A terceira noção, indispensável para uma boa leitura do mapa, é a compreensão da legenda. Todo mapa possui uma legenda. Ela permite estabelecer uma correspondência entre as informações escritas ou numéricas, e os símbolos ou cores apresentados no mapa. Pode-se dizer que a legenda é a chave para a entrada em um mapa.

Alguns símbolos de mapas, são comuns no mundo todo. Como a água, que na maioria dos casos é representada pela cor azul, a vegetação que é representada pelo verde e as construções, pelo vermelho. No entanto, dependendo do tema representado, utiliza-se outras cores e símbolos que comunicam a informação, da melhor forma possível.

1 - Divisão Política do Brasil

domingo

Tempo e Espaço Geográfico

Desde a antigüidade, os povos criaram diferentes sistemas para a contagem do tempo de acordo com suas culturas.


O calendário cristão, proposto por Diunisius Exiguus no ano 525 d.C. foi adotado no mundo ocidental a partir do século VI em substituição aos diversos sistemas de contagem cronológica utilizados até aquele momento. Nesse calendário a contagem do tempo adotou como referência o nascimento de Jesus Cristo como o ano 1 do século 1. Os períodos e fatos que ocorreram antes do nascimento de Cristo passaram a ser contados em ordem decrescente. No calendário atual, quando nos referimos a 100 anos antes de Cristo, por exemplo, escrevemos 100a.C. Após o nascimento de Cristo, conta-se em ordem crescente. Para nos referirmos a Era Cristã, podemos acrescentar a indicação d.C. em contraposição ao período antes de Cristo - a.C. Somente no final do século XIX, quando este sistema já estava difundido e quase que totalmente uniformizado no mundo, foi descoberto um erro de cálculo. Segundo a moderna historiografia Jesus Cristo nasceu no ano 4 a.C.

A contagem do tempo no calendário judaico começou quando, segundo a tradição judaica, o mundo foi criado. A data adotada é 7 de outubro de 3761 a.C. Dessa forma, o ano 2.009 do calendário cristão, corresponde ao ano 5.770 no calendário judaico.

O calendário muçulmano estabeleceu como ano 1, a data da fuga de Maomé de Meca para Medina que ocorreu em 16 de julho de 622. Nesse calendário, o ano 2009 corresponde ao ano 1387.

Em estudos relacionados ao tempo e espaço como é o caso do Oriente Médio, também pode-se utilizar a bíblia como uma fonte de pesquisa porque é formada por um conjunto de livros que apresentam uma realidade concreta, com a indicação de lugares e períodos muito bem delimitados sob o ponto de vista geográfico. Sobre os fatos relacionados com os israelitas, por exemplo, apresenta uma história que teve início por volta do ano 2000a.C. em um lugar específico e com um povo que continua até hoje como nação nessa região.