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segunda-feira

Terra Santa nos tempos de Jesus

Cidades em que Jesus passou durante seu Ministério na Terra citadas no Evangelho de Mateus

1. Tiro e Sidom -  Antigas cidades a margem do Mar Mediterrâneo onde se encontra hoje o Líbano. Jesus curou a filha de uma mulher cananéia, descendente de Cananeus que Josué expulsou da terra Prometida, cujos descendentes ficaram concentrados em Tiro. (Mt. 15:21–28).
2. Monte da Transfiguração -  Atual limite entre Libano e Síria. Jesus foi transfigurado diante de Pedro, Tiago e João. (Mt.17:1-8)
3. Cesaréia de Filipe -  Hoje é um local arqueológico perto da fronteira Israel-Síria, junto à nascente do rio Jordão. Pedro testificou que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus Vivo! (Mt. 16:13–20). Jesus predisse sua morte e ressurreição (Mt. 16:21–28).
4. Região da Galiléia -  Grande região situada no norte de Israel que se confunde com a maior parte do Distrito administrativo do norte do país.   Jesus passou a maior parte de sua vida e ministério na Galiléia (Mt. 4:23–25). Nessa região, Ele pregou o Sermão da Montanha (Mt. 5–7); curou um leproso (Mt. 8:1–4); e escolheu, ordenou e enviou os Doze Apóstolos a pregar, sendo que aparentemente apenas Judas Iscariotes não era originário da Galiléia (Mc. 3:13–19). Na Galiléia, Cristo ressuscitado apareceu aos Apóstolos (Mt. 28:16–20).
5. Mar da Galiléia ou lago de Genesaré é um extenso lago de água doce, fronteira entre Israel, Cisjordânia e Jordânia, com comprimento máximo de cerca de 19 km e largura máxima de cerca de 13 km. Também foi chamado de mar de Tiberíades.  Jesus entrou no barco de Pedro para ensinar (Mt. 5:1–3) e chamou Pedro, André, Tiago e João para que se tornassem pescadores de homens (Mt. 4:18–22). Ele também acalmou a tempestade (Mateus 8:23-27), ensinou parábolas de um barco (Mt. 13), andou sobre o mar (Mt. 14:22–32), e apareceu aos discípulos após Sua ressurreição (João 21).
6. Betsaida - Pedro, André e Filipe nasceram em Betsaida (João 1:44). Jesus retirou-se com os Apóstolos para perto de Betsaida. As multidões seguiram-No e Ele alimentou os 5.000 (Lc. 9:10–17; João 6:1–14). Jesus curou um cego nessa cidade (Mc. 8:22–26).
7. Cafarnaum -  Era a casa de Pedro (Mt. 8:5, 14). Em Cafarnaum, que Mateus dizia ser a “cidade de Jesus”, este curou um paralítico (Mt. 9:1–7; Mc. 2:1–12), curou o servo de um centurião, curou a mãe da esposa de Pedro (Mt. 8:5–15), chamou Mateus como um de seus Apóstolos (Mt. 9:9), curou cegos, expulsou um demônio (Mt. 9:27–33), curou a mão mirrada de um homem no sábado (Mt. 12:9–13), pregou o sermão do pão da vida (João 6:22–65) e concordou em pagar impostos, dizendo a Pedro que tirasse o dinheiro da boca de um peixe (Mt. 17:24–27).
8. Magadã - Era onde Maria Madalena morava (Mc. 16:9). Jesus foi a esse lugar depois de alimentar os 4.000 (Mt. 15:32–39), e os fariseus e saduceus pediram que Ele lhes mostrasse um sinal do céu (Mt. 16:1–4).
9. Caná  - Jesus transformou a água em vinho (João 2:1–11) e curou o filho de um nobre que estava em Cafarnaum (João 4:46–54). Caná foi também o lar de Natanael (João 21:2).
10. Nazaré -  As anunciações feitas a Maria e a José ocorreram em Nazaré (Mt. 1:18–25; Lc. 1:26–38; 2:4–5). Depois de voltar do Egito, Jesus passou sua infância e juventude nessa cidade (Mt. 2:19–23; Lc. 2:51–52), anunciou que Ele era o Messias e foi rejeitado pelos seus (Lc. 4:14–32).
11. Jericó  - Jesus deu a visão a um cego (Lc. 18:35–43). Ele também jantou com Zaqueu “um chefe dos publicanos” (Lc. 19:1–10).
12. Betânia (Betabara) -  João Batista testificou que ele era “a voz do que [clamava] no deserto” (João 1:19–28). João batizou Jesus no Rio Jordão e testificou que Jesus é o Cordeiro de Deus (João 1:28–34).
13. Deserto da Judéia - João Batista pregou nesse deserto (Mt. 3:1–4), onde Jesus jejuou durante 40 dias e foi tentado (Mt. 4:1–11).
14. Emaús - O Cristo ressurreto caminhou pela estrada para Emaús com dois de seus discípulos (Lc. 24:13–32).
15. Betfagé  - Dois discípulos trouxeram uma jumenta com a qual Ele começou sua entrada triunfal em Jerusalém (Mt. 21:1–11).
16. Betânia - Era o lar de Maria, Marta e Lázaro (João 11:1). Maria ouviu as palavras de Jesus e Jesus falou a Marta e respeito de se escolher a “boa parte” (Lc. 10:38–42); Jesus levantou Lázaro dos mortos (João 11:1–44); e Maria ungiu os pés de Jesus (Mt. 26:6–13; João 12:1–8).
17. Belém - Jesus nasceu e foi colocado em uma manjedoura (Lc. 2:1–7); anjos anunciaram o nascimento de Jesus aos pastores (Lc. 2:8–20); homens sábios foram guiados por uma estrela até Jesus (Mt. 2:1–12); e Herodes matou os meninos (Mt. 2:16–18).

quinta-feira

Plano de Partilha da ONU em 1947



Ao término da Segunda Guerra Mundial, com a Europa destruída e os sentimentos anti-semitas ainda exaltados, milhões de judeus de todo o mundo se uniram aos sionistas na Palestina. Mas a política de restrição à imigração judaica foi mantida pelo Mandato Britânico. Como forma de burlar as determinações inglesas, grupos militantes judaicos sionistas procuravam infiltrar o maior número possível de refugiados judeus na Palestina. Enquanto isso, retomavam os ataques contra alvos britânicos e repeliam ações violentas dos nacionalistas árabes. Como as pressões foram se avolumando, a Grã-Bretanha decidiu abrir mão da administração da Palestina e entregou a administração da região à Organização das Nações Unidas (ONU).
O aumento dos conflitos entre judeus, ingleses e árabes forçou a reunião da Assembléia Geral da ONU, realizada em 29 de novembro de 1947 e presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha, que decidiu pela divisão da Palestina Britânica em dois estados, um judeu e outro árabe. A decisão foi aceita pela maioria das lideranças sionistas, embora tenha recebido críticas de outras organizações, por não permitir o estabelecimento do estado judeu em toda a Palestina. Mas a Liga Árabe não aceitou o plano de partilha. Eclodiu então um conflito armado entre judeus e árabes.
As hostilidades entre árabes e judeus prosseguem durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945). Grupos armados sionistas começam a matar ingleses, em represália contra a política do Reino Unido de impedir a imigração de judeus que tentam escapar ao genocídio nazista. Com o final da guerra, a notícia do extermínio de 6 milhões de judeus nos campos de concentração nazistas, o Holocausto, aumenta o apoio internacional à criação de um Estado judaico.


By Rosely Archela

domingo

Relevo e Hidrografia da Mesopotâmia

O relevo do Oriente Médio é formado principalmente por baixos planaltos sedimentares do Paleozóico, que foram o fundo de antigos mares, onde se depositaram camadas de matéria orgânica que, decompostas ao longo do tempo, transformaram-se em petróleo. As altitudes são predominantemente modestas e raramente superam os 3.000 metros.


A planície da Mesopotâmia[1],  situada nas bacias dos rios Tigre e Eufrates (mapa), é a mais importante área fértil e agrícola, inclusive o berço das mais antigas civilizações humanas de que se tem registro. Os dois rios nascem na Turquia, no maciço da Armênia. O Eufrates, que atravessa profundos desfiladeiros na cordilheira do Tauro avança pelo território da Síria no direção norte-sul. O Tigre nasce perto de Elazig, nas proximidades do Eufrates, passa pelo lago Hazar e toma a direção sudeste, ambos atravessam o território do Iraque. Durante o percurso destes rios, os leitos às vezes se aproximam e outras vezes se afastam, dando lugar às grandes planícies.



A planície intermediária recebe o nome de Alta Mesopotâmia e corresponde em linhas gerais a antiga Assíria. Na realidade trata-se de uma meseta não excessivamente fértil, mas que permite a irrigação com águas do rio Tigre, cujo leito fica numa área mais elevada. O rio Tigre recebe também, numerosos afluentes que descem da cordilheira dos Zagros nos limites do Irã. As margens do rio Tigre está situada a cidade de Mossul, próximo de onde, na antiguidade, se localizava a capital Assíria.

Principais rios da Mesopotâmia 




         
O rio Eufrates, que faz uma trajetória diagonal, se aproxima cada vez mais do rio Tigre, até que próximo a Bagdá a distância entre os dois se reduz a poucos quilômetros. A partir daí, os dois leitos voltam a se separar, formando uma planície fértil. Esta é a Baixa Mesopotâmia, que na antiguidade foi o território de Acade e Sumer. Novamente os leitos se aproximam e formam um leito único até  o grande delta no golfo Pérsico.
by Ro Archela



[1] Mesopotâmia – significa entre rios

sábado

Cristianismo

O cristianismo não proclama deveres religiosos, normas morais ou mudanças, mas prega uma única pessoa: Jesus Cristo, que foi crucificado, morto, ressucitado e que vive eternamente. O conteúdo e a motivação da pregação cristã baseiam-se na bíblia compreendida como a palavra de Deus revelada ao homem e na trindade de Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.
Os cristãos falam sobre três aspectos fundamentais: 1. O que Deus fêz para os homens por meio de Jesus Cristo -  deu seu Filho para morrer pela humanidade, para que crendo nisto, os homens pudessem ter vida eterna; 2. O que Deus oferece aos homens quando creem em Jesus Cristo  - nova vida no Espírito Santo e perdão dos pecados; 3. O que Deus espera do homem - arrependimento, fé e compromisso.
A partir da morte e ressurreição de Jesus Cristo os cristãos receberam  poder para disseminar o evangelho pelo mundo. O mapa a seguir apresenta a cidade de origem das pessoas que ouviram Pedro em Jerusalém no dia de Pentecostes. O elenco reproduzido pelo livro de Atos  na bíblia, refere-se às nações de origem dos judeus e prosélitos[1] que vieram em peregrinação e que se encontravam Jerusalém naquela data. Para compreender melhor este fato, é importante lembrar que a dispersão dos judeus pelo mundo, chamada de diáspora, não teve início com a destruição do Templo de  Jerusalém, no ano 70 d.C. mas, já ocorria há pelo menos seis séculos, desde  a destruição de Jerusalém no império Babilônico em 586 a.C.


 Origem das pessoas que ouviram Pedro em Jerusalém no dia de Pentecostes


[1] Prosélitos – Os judeus eram conscientes de sua missão para com os gentios e procuravam convertê-los. Os gentios que aceitavam a religião judaica aceitando a  circuncisão e a observação da lei eram chamados prosélitos. Em grego, significa agregados.  Os homens que aceitavam o monoteismo judeu e as leis morais, mas que não adotavam a circuncisão, eram chamados de tementes a Deus.