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sábado

Condições para a difusão do cristianismo

As condições para a difusão do cristianismo no mundo se devem a pelo menos cinco fatores:
1. A existência de um povo específico; judeus e prosélitos possuiam o conhecimento do Deus verdadeiro;
2. Um mundo que havia perdido a fé em suas divindades e que buscava alguém que pudesse satisfazer os anseios profundos do coração humano;
3. Uma língua que se fêz universal, o idioma grego que serviu de vínculo para propagar o cristianismo ao mundo gentio, apesar da dominação romana;
4. Vias de comunicação construídas pelos romanos para garantir a vida e a segurança dos viajantes;
5. Sinagogas estabelecidas por grande parte do Oriente Médio e Europa e que serviram como ponto de partida para a expansão do cristianismo, como mostra o mapa a seguir.


Igrejas fundadas no primeiro século da Era Cristã

A expansão do cristianismo no Oriente Médio ocorreu juntamente com a expansão do Império Romano nessa região. Quando o cristianismo saiu da Judéia e passou a ser disseminado, encontrou os judeus da diáspora e muitos prosélitos em várias partes do mundo.

Em muitas cidades como pode-se visualizar na tabela a seguir, as comunidades judaicas estavam  organizadas em torno das sinagogas  e em comunicação constante com Jerusalém por meio de atividades comerciais.


Cristianismo

O cristianismo não proclama deveres religiosos, normas morais ou mudanças, mas prega uma única pessoa: Jesus Cristo, que foi crucificado, morto, ressucitado e que vive eternamente. O conteúdo e a motivação da pregação cristã baseiam-se na bíblia compreendida como a palavra de Deus revelada ao homem e na trindade de Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.
Os cristãos falam sobre três aspectos fundamentais: 1. O que Deus fêz para os homens por meio de Jesus Cristo -  deu seu Filho para morrer pela humanidade, para que crendo nisto, os homens pudessem ter vida eterna; 2. O que Deus oferece aos homens quando creem em Jesus Cristo  - nova vida no Espírito Santo e perdão dos pecados; 3. O que Deus espera do homem - arrependimento, fé e compromisso.
A partir da morte e ressurreição de Jesus Cristo os cristãos receberam  poder para disseminar o evangelho pelo mundo. O mapa a seguir apresenta a cidade de origem das pessoas que ouviram Pedro em Jerusalém no dia de Pentecostes. O elenco reproduzido pelo livro de Atos  na bíblia, refere-se às nações de origem dos judeus e prosélitos[1] que vieram em peregrinação e que se encontravam Jerusalém naquela data. Para compreender melhor este fato, é importante lembrar que a dispersão dos judeus pelo mundo, chamada de diáspora, não teve início com a destruição do Templo de  Jerusalém, no ano 70 d.C. mas, já ocorria há pelo menos seis séculos, desde  a destruição de Jerusalém no império Babilônico em 586 a.C.


 Origem das pessoas que ouviram Pedro em Jerusalém no dia de Pentecostes


[1] Prosélitos – Os judeus eram conscientes de sua missão para com os gentios e procuravam convertê-los. Os gentios que aceitavam a religião judaica aceitando a  circuncisão e a observação da lei eram chamados prosélitos. Em grego, significa agregados.  Os homens que aceitavam o monoteismo judeu e as leis morais, mas que não adotavam a circuncisão, eram chamados de tementes a Deus.

Judaismo

O judaísmo foi a primeira religião monoteista da história e foi criada por volta do ano 1320 a.C. Tem o criador do Universo como o único Deus. De acordo com a bíblia, Deus firmou uma aliança com o patriarca Abraão, do qual o povo judeu é herdeiro e mantenedor.
A base do judaísmo está firmada no Antigo Testamento da bíblia e no torá. O torá refere-se ao Pentateuco – os cinco primeiros livros da bíblia, Gênesis, Êxodo, Levitico, Números e Deuteronômio - revelados a Moisés no monte Sinai.
São integrantes do judaismo, a observação à lei de Moisés, as prescrições relativas ao sábado e às comidas impuras. As principais instituições do judaismos são o templo, a sinagoga, a lei e as tradições.
O templo foi o lugar de ritual cultural e sacrificial. Só havia um templo no mundo e este ficava em Jerusalém. O templo foi destruído no ano 70 d.C., hoje  resta apenas o Muro das Lamentações. Cada comunidade tinha sua sinagoga. A sinagoga continua sendo o centro local de oração e de estudo da lei. Historicamente, é o local de reunião para a leitura e comentários de trechos prescritos da lei e dos profetas. Na antiguidade, a sinagoga  também era a sede da escola local e o centro da vida da comunidade.  Os escribas - eram estudiosos profissionais da lei e das tradições – tinham a  tarefa de prescrever regras para cada situação.
A cultura judaica é extremamente persistente. Devido à grande capacidade de manter viva as tradições, sua religião, língua e costumes, foi preservada, mesmo durante o longo tempo da diáspora, em que os judeus estiveram dispersos pelo mundo, por cerca de 1878 anos.